História dos cartões telefónicos na Suécia

Após a instalação dos telefones públicos com pagamento por moeda aumentaram as despesas com o processamento das moedas, vandalismo às cabines e com as chamadas gratuitas. Isto obrigou a TELIA (operador telefónico Sueco) e outros operadores de outros países a procurarem soluções de alternativa aos aparelhos de moedas. A alternativa que o mercado tinha para oferecer era diversas formas de telefones automáticos com pagamento por cartão.

Após três períodos de experências com diferentes tipos de telefones automáticos com pagamento por cartão, foi escolhido em 1989 pela Telia o sistema que hoje está em uso em todo o país.

  1. O primeiro sistema a ser experimentado pela Telia foi o dos aparelhos automáticos usando cartões de plástico de leitura óptica. O sistema foi fornecido pela SEDECO (Landis & GYR) da Suiça. Este sistema foi experimentado na região de Uppsala desde os princípios de 1981 até que os aparelhos foram substituídos durante 1991 pelos que hoje se usam em todo o País. Durante o teste utilizaram-se entre 60 a 70 aparelhos, situados nas ruas e praças do centro da cidade bem como no Hospital Samarithemmet e na Base Aérea F 18 à saída de Uppsala.

  2. O segundo sistema que se experimentou era baseado em aparelhos que funcionavam com cartões de plástico com lista magnética, fornecidos pela Plessey, hoje GPT, da Inglaterra. Cerca de 15 aparelhos foram instalados na Escola Naval de Berga nos arredores de Estocolmo, e também no Hospital do Sul e Escola Militar de Karlsberg, no centro de Estocolmo. Os testes iniciaram-se durante o ano de 1987.

  3. O terceiro sistema cujos testes decorreram durante 1989, compunha-se de aparelhos automáticos que usavam cartões de papel com lista magnética fornecidospela NTT/Marubeni do Japão. Sete aparelhos foram usados no Hospital Regional de Linköping.

    O sistema Sueco: o sistema que finalmente foi oficialmente escolhido após os testes em Outubro de 1990, foi um sistema desenvolvido pela empresa francesa Indústrias Schlumberger. O cartão usado pelo sistema chama-se Cartão-IC (cartão de circuito integrado) mas é também conhecido como "chipkort" ou "cartão inteligente" do inglês smart cards. Em comparação com o cartão magnético é o cartão IC mais caro na produção, oferecendo no entanto as vantagens de melhor qualidade técnica e maior segurança.

    O Cartão IC oferece também maiores possibilidades de desenvolvimento acompanhando as necessidades do consumidor. Outra vantagem do cartão IC é a possibilidade da Telia comprar telefones e cartões a diferentes fabricantes, quando antigamente os sistemas eram fechados, tendo cada fabricante os seus aparelhos que só funcionavam com os seus próprios cartões.

    Valores: Com a introdução do sistema de cartões IC, utilizaram-se dois valores: de 50 e de 100 impulsos. Nos fins de 1991 lançou-se um cartão com 25 impulsos. Nos pricípios de 1994 mudaram-se os valores para 30, 60 e 120 impulsos, que são os que hoje ainda se usam. Existiram outros valores para edições restritas.

    Variedades: existem três variedades de cartões na Suécia:

    1. Cartão Telia - é usado pela companhia para serviço e reparações dos aparelhos automáticos. Não existem à venda.

    2. Cartões Públicos - são aqueles que os consumidores podem adquirir nos revendedores autorizados.

    3. Cartões Publicitários - tal como o seu nome diz, são encomendados, pagos e distribuidos por empresas particulares com fins publicitários ou de oferta.


    Notas: durante o desenvolvimento dos cartões telefónicos têm sido experimentados diferentes tipos de impressão com resultados muito dispares em qualidade final. Isto leva a que existam cartões com aspecto diferente dos de catálogo. Só são considerados como edição oficial os cartões que levem aposto o número LYZA.
    Existem hoje em dia na Suécia cerca de 17.000 telefones automáticos com pagamento por cartão e cerca de 6.000 revendedores de cartões, entre eles as lojas da Telia e a cadeia Pressbyrån que em conjunto, venderam durante 1997 cerca de 5,7 milhões de cartões telefónicos (públicos).
    Alguns combóios da SJ (Caminhos de Ferro Nacionais Suecos) têm desde os fins de 1980 telefones públicos que funcionam com cartões à venda nas carruagens restaurante.